Sexta-feira, Junho 18, 2021
Calendário de Advento

Calendário do Avento – 2ª semana

Bem, e já vamos na segunda semana do advento mas espero que só andem a comer um chocolatinho por dia. Vou começar esta segunda semana a falar-vos de um amigo chegado. O meu Cristianinho.

Este é daqueles que, sinceramente, nem faz muito sentido andar para aqui a falar dele, porque acho que toda a gente sabe a história deste menino. Mas acho que se tem que falar dele.

Começando pelo CF Andorinha, passando por Nacional da Madeira, Sporting, Manchester United, Real Madrid e finalmente Juventus, é uma carreira que seria de relevo só pelos clubes que constam nesta lista, mas o que fez em cada um deles é o que é realmente importante.

Os grandes voos do nosso Pai Grande começaram aos 18 anos no Manchester United, depois de ter partido uns quantos rins aos jogadores do clube inglês durante um jogo de apresentação, enquanto ainda jogava no Sporting, o único clube onde jogou na equipa principal e não ganhou títulos, mas também seria difícil. (vá não se chateiem).

Em 6 anos no clube inglês ganhou uma Taça da Liga, 3 campeonatos, uma Supertaça, o Campeonato Mundial de Clubes, a FA Cup e ainda a Liga dos Campeões. Melhor Jogador do Mundo da FIFA, Bota de Ouro e Bola de Ouro. Pode-se dizer que quando saiu para o Real Madrid, ia de bagagem cheia.

Infelizmente não posso andar aqui a descrever todos os troféus que o Cristiano ganhou (35 a nível colectivo) senão nunca mais saía daqui. No Real Madrid atingiu o seu auge, segundo o próprio, com grande influência da rivalidade que tinha com Messi e conseguiu, já passado dos 30 anos, custar 100 milhões de euros aos cofres da Juventus. Hoje em dia leva 754 golos em jogos oficiais. Fazendo assim as contas por alto, um jogador de futebol consegue normalmente estar no auge durante uns 7/8 anos. Para marcar este número de golos, um jogador teria que fazer estas 8 épocas a marcar qualquer coisa como 93 golos por época. É completamente obsceno mas para nós já quase que é normal. vemos o Cristiano a fazer uma época em que “só” marca 35 golos e já achamos que é uma má época. Estamos mesmo muito mal habituados.

Há sempre mais recordes para bater e é isso que o motiva e o próximo é o número de golos marcados por Pelé e aí ficará como o terceiro melhor marcador da história. Mas conhecendo-o como conheço, isto não vai ficar por aqui.

António Felix da Costa

Este Felix que vos falo agora não dá toques na bola (se calhar até joga bem à bola, coitado do rapaz) mas atrás do volante cuidado com ele (é muito bom, não é nada disso que estão a pensar).

Fez o percurso “normal” de um piloto, começando nos karts e partindo depois para os Fórmulas Renault, distinguindo-se sempre por onde passava. Fez também parte do programa de pilotos da Red Bull onde esteve a um passo de integrar a Fórmula 1, algo que acabou por não acontecer. Com passagens com sucesso pelo DTM, hoje é dia é na Fórmula E que Felix da Costa espalha magia, tendo-se sagrado campeão mundial este ano. E que seja para continuar, António.

José de Sousa

Agora vamos aqui a uma modalidade que gosto bastante. Sinceramente, gosto mais de a jogar num bar com amigos mas ver campeonatos disto é delicioso. Estamos a falar de dardos, sim, e há um portugês a dar cartas aqui.

Portugal não tem grande história nesta modalidade mas José de Sousa está a provar que não temos assim tão má pontaria. Apesar de já ter representado Espanha, conseguiu uma vitória muito importante num evento de Grand Slam, por Portugal, em 2019.

O meu Zézinho (sim, amigos) foi o primeiro português a conquistar o Players Championship 23 e em 2020 começou o ano no lugar 34 do ranking e ao conquistar o título europeu subiu à 15ª posição do ranking. Somos campeões europeus de futebol e dardos. maravilha.

O “Special One” dos dardos, como gosta de ser chamado termina 2020 no 14º lugar do ranking e se essa pontaria continuar afinada, só podemos esperar coisas boas nos próximos anos.

Tiago Pires

Por último, trago-vos aqui o meu amigo saca. Foi o primeiro surfista português a entrar na elite mundial do surf sempre foi um apaixonado pelo mar. Diz ele que ia todos os fins-de-semana para a Ericeira (que bela escolha!) surfar e depois de ter sido campeão de sub-14 e sub-16 em Portugal, aventura-se pelo mundo do surf internacional.

Em 2000, após uma vitória no World Qualifying Series, que dá acesso ao Circuito Mundial, e nesse ano sagra-se também vice campeão do mundo de júniores, mas fica às portas do WCT, o circuito da elite do surf. Após duas terríveis lesões, volta em 2005, mas não consegue o tão desejado objectivo. É apenas em 2007 que consegue entrar no WCT, tendo alcançado a sua melhor posição no ranking em 2010.

Hoje em dia, já retirado dos grandes palcos, trabalha com Vasco Ribeiro para o ajudar a mover-se nos grandes palcos, que tão bem conhece.

Bom amigos, e por agora é tudo e já sabem, os chocolatinhos são para comer um de cada vez.

Um grande chi-coração do vosso AI Nossa.

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