Quinta-feira, Agosto 5, 2021
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A primeira vez é sempre a melhor

36 anos de vida e 16 épocas na NBA foi o tempo que Chris Paul teve de esperar para conseguir a sua primeira presença nas finais da NBA. A quem, ao ler o título, achou que isto ia ser um texto patrocinado por uma marca de preservativos, desengane-se. Essa, fica para outra altura…

June 30, 2021, Los Angeles, California, USA: Chris Paul 3 of the Phoenix Suns takes a jump shot during Game 6 of the 2021 Western Conference finals NBA, Basketball Herren, USA playoff game against the Los Angeles Clippers on Wednesday June 30, 2021 at the Staples Center in Los Angeles, California. Clippers lose to Suns, 103-130. JAVIER ROJASPI Los Angeles USA – ZUMAp124 20210630_zaa_p124_088 Copyright: xx

As finais da NBA já começaram e este ano temos duas equipas que já não lhes sentiam o “cheiro” há muito tempo. Mas aqui quero falar do “baixinho” de Phoenix. Este baixinho, de 1,83m é um dos jogadores mais conceituados da liga mas, estranhamente, nunca tinha chegado a uma final da NBA. Estranhamente porque Chris Paul não é nenhum prodígio técnico, altura (tendo em conta a média de alturas da NBA) também não é um ponto forte mas a maneira como controla o jogo com a sua visão e capacidade de passe faz dele daqueles jogadores que nunca seria uma primeira escolha para contratar mas nenhum treinador da liga perderia a hipótese de o ter na sua equipa.

Quarta escolha no draft de 2005, que não foi um draft cheio de estrelas, quando comparado com o draft de 2003, por exemplo, com nomes como Lebron James, Carmelo Anthony, Chris Bosh ou Dwyane Wade. E Paul até foi passando despercebido, até lhe darem a oportunidade de “controlar” uma equipa e ser ele a ditar os tempos do jogo e, nesse campo, há poucos como ele.

O primeiro jogo já foi, e os Suns levaram a melhor sob os Bucks, e CP3 com o seu jeito meio brincalhão e, sejamos honestos, com um ar meio “gordinho” lá levou 32 pontos, 9 assistências e 4 ressaltos. Coisa leve, para um menino de 36 anos.

Mas não será apenas nos “velhotes” que os holofotes das finais vão focar. De Milwaukee vem o Greek Freak e os seus dois prémios de MVP “back to back” de 2019 e 2020, sendo apenas o terceiro jogador a ganhar duas distinções de MVP antes dos 26 anos. Aos mais curiosos, os outros dois foram assim dois nomes que não sei se conhecem….Lebron James e Kareem Abdul-Jabbar.

Do lado de Phoenix vem também malta mais nova e sedenta de prémios. Deandre Ayton e Devin Booker permitem que os Suns tenham os chamados “BIG 3”, três estrelas na mesma equipa. Booker, que se dizia ser o “protegido” de Kobe Bryant devido à sua relação de proximidade e elogios mútuos, parece ter trazido de volta à liga um pouco do estilo de Mamba, aquele que conseguia fazer de tudo e bem. Booker ainda esteve na corrida a MVP, ganho por Jokic, é neste momento uma das maiores armas de Phoenix, tendo acabado o seu primeiro jogo das finais com 27 pontos, 6 assistências e 2 ressaltos.

Se há coisa que estas finais não serão, é mais umas finais. Daqui sairá história. O primeiro título de Giannis ou de Chris Paul e com ele, quase certamente, o título de MVP das finais. Agora é só ver a quem o título encaixa melhor. Um pouco como os preservativos, há que escolher o certo para não se ir para o campo com o equipamento errado, mas já disse que essa conversa não é para hoje.

A nós, resta-nos tentar aguentar o sono para conseguirmos ver os jogos e esperar que a história seja feita.

Ah, e vacinem-se, porra!

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