Terça-feira, Dezembro 7, 2021
Quem sou eu

Bola para a frente, que atrás vem vilão.

Até parece que já lhe sentimos o cheiro, não é? Aquela coisa de chegarmos à sexta-feira e andarmos a ver quando joga o nosso clube (não, não digo qual é) ou começarmos a fazer uma “análise” rápida ao momento de cada equipa para podermos fazer as nossas apostas. Sim, amigos, o futebol de clubes está aí ao virar da esquina. Para alguns mais cedo do que desejavam, ao terem que disputar pré-eliminatórias das competições europeias, outros no “tempo certo”, mais descansados a verem os jogos de preparação e a imaginarem como será a sua equipa ao longo do ano.

Esta semana tivemos, por exemplo, dois jogos de preparação do Sporting e, olhando de fora, mas pondo-me na pele de um adepto do Sporting, quase que parece um conto de fadas. A equipa joga bem, dentro das possibilidades para a altura da época, uma carrada de miúdos cheios de talento a quererem provar que merecem pelo menos um lugar no plantel.

Acontece que, tal como nos contos de fadas, nem tudo é tão perfeito pois há sempre um vilão que quer mandar abaixo os nossos heróis. Pois bem, nesta história também temos um vilão: O mercado de transferências e, especialmente em Portugal, é um vilão que deixa muita mossa.

Olhando para a equipa do Sporting vemos que muito provavelmente algumas das peças (e que peças!) fundamentais do título do ano passado irão sair de Alvalade para rumar a outras paragens. E, se normalmente, o este vilão fala uma língua estrangeira, desta vez começou por falar em bom português e levou João Mário (não foi para longe, mas foi). Podemos olhar para estas situações e dizer “é a vida, temos que continuar”. Sim, é verdade, o problema é que este vilão tem também um péssimo timing e gosta sempre de levar um ou outro jogador nos últimos dias antes do fecho do mercado de transferências e, isso sim, é um problema. É um problema porque os clubes portugueses não têm capacidade de negociação para jogadores que possam colmatar diretamente esta saída e, porque no final do mercado fica ainda mais difícil encontrar jogadores disponíveis. É um pouco como quando sai uma coleção nova da nossa marca de roupa favorita. É melhor ir no início porque passado um tempo já está tudo “muito escolhido” e só sobram os tamanhos grandes, que não nos servem. São tempos difíceis para os clubes e para os adeptos, que vivem estes tempos na ânsia de saberem como ficará o plantel da sua equipa.

O melhor que há a fazer é mesmo ir comprando o jornal para acompanhar este conto de fadas e saber o que o vilão anda a fazer. Se for na praia como uma bola de Berlim a acompanhar, melhor. Se for na praia, com uma bola de Berlim a acompanhar e já vacinado, incrível!

Seja qual for o vosso conto de fadas, vão daqui com um chi-coração do vosso AI Nossa, mas à distância que isto está um calor que não se pode.

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